VIAGEM MISSIONARIA
Paulo em Atenas Paulo dirigiu-se a Atenas, vindo do norte, objetivando, dentro de poucos dias, unir-se a Silas e Timóteo. Já conhecia a grande cidade intitulada: “A Universidade do Mundo“, porque depois dela, em lugar algum na história da época havia tanta tradição cultural. De Atenas havia saído generais, estadistas, historiadores, oradores, poetas e filósofos.Paulo, homem integrado em sua época, conhecia muito bem a cultura e os costumes do lugar, sabia também que a cidade perdera muito do seu antigo estado de gloria. Ao entrar nela deve ter feito um retrospecto de toda a história que, ao seu tempo não era tão antiga como hoje. Deve ter pensado em homens como Tales de Mileto, que em seu sistema filosófico propunha que o princípio de tudo estava na água. Deve ter-se recordado de Aneximenes, que sustentava ser o ar o principio de todas as coisas. Certamente, veio a sua mente o papel desempenhado pós Sócrates trazendo uma nova orientação ao pensamento humano, através da máxima que lera no oráculo de Delfos: “Conhece-te a ti mesmo.” Recordou-se de um Platão, de um Aristóteles e de muitos outros que, de formas variadas tentavam explicar o mundo que os cercava.Pensava Paulo que, em Atenas se poderia ver em matéria de arte e arquitetura, obra do arquiteto Ictino , o qual, ajudado por Calicrato, desenhara o Pártenon. Fídias havia sido o escultor, este edifício em virtude de sua beleza tem levado muitos a lhe atribuírem o título de um dos mais belos do mundo. Outras obras de arte eram o Erécteion, o pequeno balcão das cariátides, e o Epidauro, um lindo teatro, dentre tantas que se apresentam diante do olhos daqueles que estudam a maravilhosa história de Atenas, capital da Grécia.Conhecendo toda a glória da cidade, Paulo não planejara fazer turismo, Não correspondia ao apóstolo proceder de tal forma. Como embaixador do reino de Deus, representaria também naquela cidade o seu Senhor. Sabia Paulo o quanto era difícil pregar o Evangelho naquele lugar, onde não havia colônia judaica propriamente dita; existia sim, alguns núcleos isolados, que possuíam até uma sinagoga, onde Paulo tentou um contato, completamente mal sucedido. Preocupava-se Paulo com o caráter idolátrico que impregnava a cidade. Talvez fora essa a preocupação que o levara aos seus compatriotas. Sendo evitado por esses, seguiu um costume helênico: começou a pregar sua nova mensagem aos que passavam. Chegou a reunir um grupo de curiosos que se aproximavam, para ouvirem, mas que nele não encontravam uma dose filosófica: Era um paroleiro (charlatão) At. 17.18-20. Pensavam que ele estivesse anunciando um novo casal de divindades: Jesus e Anastácia. Sem dúvida, algum ouvinte superficial teria ouvido Paulo repetir, como refrão, esses dois nome: Jesus e Ressurreição (em grego Anástasis). Positivamente, para Paulo a ressurreição de Cristo era o acontecimento máximo do cristianismo e constituía o tema de sua mensagem.Dentre os ouvintes estavam os epicureus e os estóicos. Os estóicos advogavam a conquista sobre o mal através do controle próprio, que se transformou em orgulho, desespero e panteísmo. Os epicureus eram ateístas, frívolos, egoístas, e degeneravam sua crença em mero amor e prazer. E eles estavam sempre prontos para defenderem suas opiniões diante de qualquer recém chegado. Certamente, movidos pela curiosidade e pelo desejo de ouvirem alguma coisa nova, alguns ouvintes propuseram a Paulo que fizesse uma conferência no Areópago, lugar onde certamente se reuniam pessoas famosas da sociedade ateniense. O Areópago ficava no sopé de dois montes e foi assim chamado em honra de Ares, o deus da guerra; servia de sala de audiências e reuniões solenes. Durante o primeiro século, o termo Areópago era mais tomado como sinônimo de conselho do que de lugar. Conjecturas tem havido de que Paulo falara na Ágora, centro político, comercial e social de Atenas, que era uma praça circundada por muitos edifícios públicos; na Ágora, Paulo teria falado aos freqüentadores do Areópago, cujas tarefas mais exercidas eram o cont
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